Representação docente no CEHU convida para reunião

Novo Grupo de Pesquisa no CEHU - Marginais: Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Minorias e Exclusões

O Grupo de Pesquisa Marginais: Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Minorias e Exclusões possui liderança da Profa. Dra. Tânia Aparecida Kuhnen e está na área da Filosofia. Foi registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa em julho de 2020. 

 

Trata-se de um grupo recém formado, que ainda não possui repercussões diretas do seu trabalho. Mas está em curso o planejamento das ações do semestre de 2020.2, destacando-se a criação de um grupo de estudos sobre literatura de base para as linhas de pesquisa e um curso a ser ofertado on-line. Essas ações devem repercutir na construção de arcabouço teórico interdisciplinar e crítico em relação às temáticas de fronteiras, exclusões, opressões e minorias, bem como agregar pesquisadoras e pesquisadores interessados na área. Por conseguinte, pretende-se fomentar a publicação de artigos e ensaios em periódicos científicos qualificados, com base em conceitos e abordagens teóricas desenvolvidas que permitam compreender o cenário sociocultural de produção de exclusões e degradações do outro no intento de construir mecanismos teóricos de enfrentamento a esses processos.,

 

Conta com a participação das professoreas Dra. Anne Gabriele Lima Sousa de Carvalho, Dra. Natália Medina Araújo, Dra. Alessa Cristina Pereira de Souza e Dra. Daniela Rosendo. 

 

Mais informações no e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O Grupo de Estudos sobre Exclusões e Minorias é um projeto de extensão organizado pelas professoras da UFOB Anne Carvalho, Tânia Kuhnen e Natália Medina. O Grupo de Estudos é voltado para a discussão de textos, conceitos e temáticas relacionados às linhas de pesquisa que integram o grupo “Marginais: Grupo de Pesquisa Interdisciplinar sobre Minorias e Exclusões”. A partir do marco teórico das teorias críticas (teorias feministas, teorias de-coloniais e outras), serão debatidos textos sobre grupos humanos marginalizados (tais como migrantes, mulheres, população de rua, pessoas com deficiência, entre outros). A criação deste grupo de estudos visa socializar discussões e agregar pesquisadoras e pesquisadores interessadas em desenvolver projetos e produzir conhecimento correlacionado com as temáticas que permeiam o eixo do grupo. Os encontros serão realizados quinzenalmente, às quartas feiras, das 15:00 às 16:30, entre 29/07/2020 a 16/12/2020.

 

Formulário de inscrições


Observação: Este formulário é destinado à manifestação do interesse de participar e não garante a vaga. As vagas são limitadas. Caso o número de candidatos ultrapasse o limite de vagas, os candidatos serão selecionados com base nas respostas ao formulário. Seja consciente: apenas se inscreva caso tenha a intenção de participar.

Em caso de dúvidas, escreva para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicado em: Informes

O Centro das Humanidades, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com o disposto no Art. 47 do Regimento Geral da Universidade Federal do Oeste da Bahia e conforme aprovação ad referendum do dia 17 de julho de 2020, torna público o processo de escolha de membros titulares e suplentes do Colegiado e os critérios para a escolha de membros representantes do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEns) – Mestrado Acadêmico, mediante as normas e condições contidas neste Edital Interno.

 

EDITAL INTERNO N. 04/2020

As reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho Diretor do Centro das Humanidades estão disponíveis no nosso Canal do Youtube. Para assistir, basta clicar nos links abaixo:

 

Reuniões Ordinárias

Reuniões Extraordinárias  

 

O protocolo de distanciamento social em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19), tem provocado impactos nos mais diferentes segmentos, modificando rotinas e gerando insegurança e instabilidade entre grande parte da população.  Direcionando o olhar para as Instituições de Ensino Superior, a socióloga Anne Gabriele Lima Sousa de Carvalho, professora  do Centro das Humanidades da Universidade Federal do Oeste da Bahia, em parceria com a socióloga  Alessa Cristina Pereira de Souza, professora do Departamento de Ciências Sociais do Centro de Ciências Aplicadas e Educação da Universidade Federal da Paraíba, estão desenvolvendo uma pesquisa que busca analisar os principais impactos do distanciamento social entre as comunidades universitárias da região nordeste do Brasil, em meio ao conjunto de transformações que vêm sendo vivenciadas. Essas transformações abrangem não apenas questões acadêmicas, mas também aspectos econômicos, socioculturais e emocionais dos integrantes dessas comunidades. Busca-se, ao mesmo tempo, refletir sobre os desafios que esses impactos representam para as Instituições de Ensino Superior.

 

Para o desenvolvimento da pesquisa, docentes, servidores técnicos, discentes e terceirizados de universidades e faculdades, públicas e privadas, da região Nordeste do Brasil, estão sendo convidados a responderem um breve formulário online, cuja geração dos dados não permite a identificação de nenhum participante.

 

Para participar, o formulário deve ser acessado através do link a seguir:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeyJ7JeIYblNjREXIhOsZyTxtbir4Y6vl_vz6JiBCvBUOCjgQ/viewform?usp=sf_link

 

Salienta-se a importância da participação de todas e todos que integram as comunidades acadêmicas, com vistas a possibilitar o desenvolvimento de reflexões que permitam subsidiar a elaboração de ações e políticas voltadas para o acolhimento, enfrentamento e recomposição desses indivíduos e instituições pós-pandemia.

As coordenadoras da pesquisa podem ser contactadas através dos e-mails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

NOTA DE REPÚDIO AO VETO À REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR

O Diário Oficial da União publicou, na sua edição de 27 de abril de 2020, o veto integral do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao Projeto de Lei nº. 4699 de 2012, que propõe regulamentar a profissão de historiador, estabelecendo os requisitos para seu exercício. Esse veto integral, após o texto do referido projeto ser aprovado na Câmara e no Senado, foi deliberado por recomendação do Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União (AGU) e se constitui em uma agressão a vários profissionais com longas horas de formação e atuação dentro desta área.


O Conselho Diretor do Centro das Humanidades, alinhado aos Colegiados dos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em História, da Universidade Federal do Oeste da Bahia, seguindo a linha apontada pela Associação Nacional de História (ANPUH-SN), considera o veto em questão como uma postura que visa ferir a autonomia da História e a atuação dos historiadores na sociedade, coadunando com projetos obscurantistas de narrativas antidemocráticas.


Após quase 12 anos, esse veto, com frágil fundamentação, frustra os anseios de milhares de profissionais da área de História. A fragilidade dos argumentos que buscam legitimar o veto é notória, na medida em que a regulamentação da profissão de historiador não se apresenta como um impedimento para a atuação de outros profissionais com a criação de reserva de mercado. O projeto também não limita a escrita e produção historiográfica aos portadores de diplomas, assegurando a liberdade intelectual, o amplo diálogo com múltiplas áreas do conhecimento e com a pluralidade de pensamentos. É necessário, contudo, regulamentar o exercício profissional dos historiadores com vistas a garantir direitos e estabelecer compromissos entre esse segmento e a sociedade brasileira.


Pelas razões acima, o Centro das Humanidades sinaliza apoio à Associação Nacional de História (ANPUH-SN) na luta pela regulamentação da profissão de historiador e repudia o veto presidencial ao Projeto de Lei 4699/12. O permanente diálogo dos profissionais de História com a sociedade brasileira é uma demanda contemporânea, estabelecida a partir dos princípios da transparência e de parâmetros legais objetivos.


Barreiras, 05 de maio de 2020.


Conselho Diretor do Centro das Humanidades

No momento histórico em que a pandemia da COVID-19 assola vidas e comunidades, uma série de medidas radicais têm sido adotadas pelo governo federal, a fim de provocar uma aparente contenção dos danos da pandemia.

 

No último dia 23 de abril de 2020, foi publicado comunicado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), informando sobre a disponibilização de 25.000 bolsas de iniciação científica com vigência para o período de agosto de 2020 a julho de 2021 e que apresentem aderência à, pelo menos, uma das áreas de prioridade do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Ora, consta da Portaria nº. 1122/2020 do MCTIC, com inclusões realizadas pela Portaria nº. 1329/2020 do mesmo ministério, as áreas entendidas enquanto prioritárias para o quadriênio de 2020/2023. Entretanto, ressalte-se ter havido omissão quanto à grande área das Ciências Humanas. Claramente, para o atual projeto de governo, as Humanidades somente têm alguma pertinência quando contribuem para o desenvolvimento das áreas tecnológicas de interesse do MCTIC.

 

O antigo projeto de esfacelamento da educação pública e de qualidade vem ganhando fôlego neste momento de crise, ao considerar - com oportunismo - que os investimentos sociais (saúde, educação e cultura) se opõem à economia. Momento este, em que são as pesquisas produzidas pelas universidades públicas que orientam com coerência e preocupação social a prevenção, o tratamento e a contenção do novo Coronavírus. E tendo, as ciências humanas e sociais agência na criação de propostas e políticas públicas efetivas no combate à proliferação da doença e preservação do tecido social mais vulnerável. A exemplo destes últimos, o direito ao afastamento laboral e ao recebimento de benefícios como o auxílio emergencial.

 

A UFOB, universidade localizada no Oeste da Bahia, fruto das políticas de ampliação do ensino superior e implantada em 2013, possui o Centro das Humanidades com 54 projetos de pesquisa, entre as áreas de Administração, Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Direito, Geografia, História e dois programas de pós-graduação PPGCHS e PROFNIT. E ainda com número considerável de pesquisadoras/es que permanecem na universidade com auxílio das bolsas de incentivo a pesquisa. 

 

O Conselho Diretor do Centro das Humanidades vem manifestar, através desta, seu repúdio e preocupação com os cortes de bolsas na área de Ciências Humanas e Sociais. Entendemos que o prejuízo às pesquisas, tão necessárias, e às/aos estudantes-bolsistas, será danoso à construção de uma sociedade mais igualitária e que compreenda sua realidade historicamente construída. Lutaremos para que esta posição seja revista o mais breve possível e nos solidarizamos com as/os estudantes-bolsistas impactados.

 

Barreiras, 06 de maio de 2020. 

 

Conselho Diretor do Centro das Humanidades

Publicado em: Informes

Nota de Repúdio

 

 

Diante das manifestações ocorridas em território nacional no último dia 19 de abril, o Diretório Acadêmico de Direito da Universidade Federal do Oeste da Bahia vem a público externar sua preocupação com a naturalização de atitudes perversas que atentam contra o regime democrático.

É de suma importância destacar que o endosso por parte do líder do executivo, o excelentíssimo Presidente da República, a discursos autoritários e favoráveis à intervenção militar indica uma grave anomalia que insulta fortemente o nosso tão caro Estado Democrático de Direito.

O Ato Institucional n° 5 instaurou um período de violência, de desconsideração da pessoa humana, bem como da perda de direitos civis. Silêncio dos representantes populares com o fechamento do congresso nacional. Censura à arte e à imprensa. E até da tortura como prática reiterada, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime. Todas estas atitudes ainda muito e bem frescas na memória de alguns brasileiros.

A tolerância e aclamação, ainda que oriunda de ínfima parcela da sociedade brasileira, revela uma atipicidade profunda que não configura nenhuma obviedade com o exercício da plena cidadania. Utilizar de direitos tão sofridamente conquistados, para pedir a volta de um ato contra esses direitos, é uma atitude tresloucada. É rasgar a história. Qualquer apologia ao AI-5 e outras medidas e/ou discursos de cunho autoritário, merecem repúdio por toda sociedade, assim como por este Diretório Acadêmico.

Neste sentido, fazemos hoje nossas, as palavras de Ulysses Guimarães quando se findaram os trabalhos da constituinte em 5 de outubro de 1988:

“A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais! Afrontá-la, nunca! Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia! Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”.

Barreiras/BA, 20 de abril de 2020

 

 

Victor F. Barberino

Pedro Antonio de Carvalho de Brito

Diretório Acadêmico de Direito do Oeste da Bahia - Dajuris

 

Link da Nota de Repúdio

 

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