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Pesquisas em andamento

As pesquisas desenvolvidas no Centro das Humanidades serão divulgadas com a autorização dos proponentes. Quer divulgar a sua pesquisa? Envie uma mensagem para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

  • Gestão do acervo arqueológico do Núcleo de História e Memória do Oeste da Bahia – UFOB

Nome do(a) coordenador(a): Fernanda Libório Ribeiro Simões

Resumo: O Núcleo de História e Memória do Oeste da Bahia (NUHMOB) está em processo de consolidação como um órgão complementar do Centro das Humanidades (23520.002436/2018-05) e uma instituição de guarda e pesquisa do patrimônio cultural reconhecida pelo IPHAN (Portaria IPHAN nº 196). No momento de implantação do ICADS/UFBA e, posteriormente, UFOB, ocorreram doações indevidas de acervo arqueológico à instituição. Esse acervo está localizado nas dependências do NUHMOB e constitui um pequeno indicativo do potencial arqueológico latente do Oeste da Bahia. Entretanto, carece de alguns procedimentos de curadoria preventiva e análise técnica para possíveis enquadramentos em contextos arqueológicos regionais e cronológicos. Esse projeto de pesquisa se propõe a realizar a qualificação, análise, registro e exposição do acervo arqueológico do NUHMOB.

Área do conhecimento: Arqueologia

 

  • Mulheres de Axé: atuação política fundada na ancestralidade

Nome do(a) coordenador(a); Ana Laura Silva Vilela

Resumo; O projeto investiga o protagonismo político de mulheres que se relacionam com sagrado trazido na Diáspora africana. Para isto, dialoga com a trajetória de duas lideranças de candomblé: Ebomi Vanda Machado, mulher de axé e intelectual e Mãe Jaciara Ribeiro militante e ialorixá do terreiro Abassá de Ogum, ambas atuantes em Salvador/Bahia. Parte do deslocamento da noção de Ialodê do contexto mítico das religiões afro-brasileiras proposto por Jurema Werneck, para ser utilizada como chave de análise da atuação política de mulheres negras. A atuação das mulheres de axé não possui apenas dimensão religiosa, mas identidade fundada na ancestralidade. A vivência política das mulheres de axé oferece aprendizado para projetos políticos transformadores, como os feminismos e a luta antirracista. Com este intuito, busca-se caracterizar a atuação dessas mulheres nos contextos e organizações nas quais estão inseridas. Para o aprofundamento teórico da análise, investiga as discussões acerca do sistema moderno colonial de gênero e as contribuições dos feminismos negros. A abordagem do tema demanda reconhecer outros espaços de produção do Direito. Por isto, reivindica-se o pluralismo jurídico como pressuposto teórico capaz de ampliar a compreensão do fenômeno jurídico e contribuir para a construção de um Direito de caráter intercultural. O caminho metodológico proposto possui uma orientação etnográfica, buscando (re) conhecer a partir das histórias de vida das referidas lideranças religiosas, os caminhos/estratégias utilizados pelas mulheres de axé em suas trajetórias de vida para lutar pelos direitos das comunidades tradicionais de terreiro. Conhecer a atuação das mulheres de terreiro permite visualizar seu engajamento fundado na ancestralidade e evidencia o protagonismo político de mulheres negras na produção da cultura nacional. Nesse sentido, a pesquisa caminha em três movimentos. De início, discute o ambiente que estas mulheres forjam e são forjadas: a comunidade de terreiro. Para pensar o protagonismo de mulheres negras e de axé, parte da noção de Ialodê proposta por Jurema Werneck enquanto categoria oriunda das religiões afro-brasileiras que pode ser utilizada como ferramenta de análise. A atuação das mulheres de terreiro contém dimensão religiosa, mas não se limita a ela. É a reivindicação da ancestralidade que permeia suas formas de ser e resistir. Desse modo, a pesquisa aciona a noção de identidade ancestrálica mobilizada pela intelectual e mulher de axé Ebomi Vanda Machado, através de sua trajetória auto-narrada no livro Pele da Cor da Noite e de aproximação etnográfica empreendida com as interlocutoras da pesquisa.

Área de conhecimento; Direito.

 

  • Pesquisa empírica em Direitos Humanos: análise de percursos metodológicos

Nome do(a) coordenador(a): Ana Laura Silva Vilela

Nome de outros docentes/pesquisadores que participam: Tayse Ribeiro de Castro Palitot

Resumo: No atual contexto político brasileiro o anti-intelectualismo se tornou bandeira institucional. O ataque à universidade pública enquanto instituição primordial ao desenvolvimento de pesquisa científica e a apologia ao desrespeito aos direitos humanos convoca reação qualificada por parte de cientistas. Diante desse cenário, a pesquisa em direitos humanos se fortalece ao reivindicar rigor científico e enfrentamento criativo ao modelo epistemológico hegemônico. Significa dizer que a pesquisa em direitos humanos mune-se de arcabouço teórico e metodológico sólido, propõe temas e análises que visam superar desigualdades acometidas a grupos historicamente vulnerabilizados e formula criativamente novas ferramentas metodológicas. A produção de conhecimento a partir de dados empíricos articula tais potencialidades ao aproximar-se de perguntas de pesquisa fundadas em problemas concretos e exigir controle metodológico permanente. Produz dados inéditos e permite identificar soluções às questões levantadas. O presente projeto de pesquisa se dedica ao aprofundamento epistemológico acerca da pesquisa empírica em Direitos Humanos. De início, busca pensar a ciência e a produção de conhecimento de maneira crítica, estimulando as pesquisadoras e pesquisadores a notarem os regimes de enunciação da ciência em suas dimensões raciais, geopolíticas e de gênero. Propõe analisar aspectos técnicos e filosóficos da produção de conhecimento em direitos humanos: ética na pesquisa, estrutura do projeto de pesquisa, escrita científica, noção de autoria, métodos e técnicas de pesquisa. Para isto, busca identificar recursos metodológicos úteis para a pesquisa em Direito Humanos através da análise aprofundada do desenho metodológico de textos completos de teses, dissertações, livros e papers. O recorte de seleção priorizará textos de pesquisa empírica em direitos humanos que desenvolvam: etnografia, uso de acórdãos e processos judiciais como fonte de pesquisa; análise de conteúdo; pesquisa em arquivo, pesquisas sobre processos legislativos, pesquisa quantitativa em Direito ou histórias de vida. O projeto tem por objetivos: a) Identificar os debates críticos sobre o contexto da pesquisa empírica em Direitos Humanos no Brasil; b) Estimular a produção de pesquisa empírica com fundamento nos Direitos Humanos na construção de projetos de monografia e/ou iniciação científica no Centro de Humanidades da UFOB, e; c) Capacitar as estudantes para a leitura de textos acadêmicos interdisciplinares com enfoque na Pesquisa Empírica em Direitos Humanos. O projeto prevê a participação de estudantes de graduação dos cursos de Direito e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades.

Área de conhecimento; Direito

 

  • Projeto LAÇOS: Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da UFOB

Nome da coordenadora:  Maria Victoria Braz Borja Rodrigues

Resumo: Trata-se de Projeto de Pesquisa vinculado à projeto de extensão, de mesmo título, que busca concretizar o direito de acesso à justiça, oferecendo à comunidade interna da UFOB e também ao público externo a possibilidade de resolução extrajudicial e gratuita dos seus conflitos, dentro de uma perspectiva consensual e colaborativa. Este projeto de pesquisa se desenvolve dentro do trinômio ENSINO - PESQUISA - EXTENSÃO, que , comprovadamente é a melhor forma de garantir os processos de ensino-aprendizagem com eficiência, porquanto permite a apreensão/construção do conteúdo, o aprofundamento do conteúdo e criação de interrelações por meio de hipóteses e sua verificação, e também a realização de ações práticas de concretização dos referidos conteúdos. O projeto LAÇOS se propõe a: DESFAZER NÓS E CONSTRUIR LAÇOS, por meio de uma perspectiva sistêmica de produção de conteúdo científico como tecnologia social, porque estuda as formas de solução de conflitos variadas, propondo a viabilidade de outras ferramentas que substituem a tradicional judicialização de demandas e concentração do poder no Estado.

Área de conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas

Número de discentes envolvidos (graduação e pós-graduação): 8 estudantes de graduação e 1 colaboradora externa

Última modificação em Segunda, 20 Janeiro 2020 13:25

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